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21 de maio, 2024

O futuro dos ativos digitais no ESG

O futuro dos ativos digitais no ESG

Cada vez mais pessoas e empresas estão ficando cientes da importância de desenvolver um estilo de vida ambientalmente sustentável. O debate sobre questões climáticas e de sustentabilidade, assim como as consequências caso nada seja feito, foram intensificados em todos os setores da sociedade, incluindo o mercado de ativos digitais.

Por isso, agora, criptoativos digitais como BTC, ETH, SLP e outros devem se adequar à pauta ESG. Mas afinal, o que é isso? Como pode afetar o mercado de ativos digitais? Entenda mais sobre o tema no texto a seguir.

O que é o ESG?

Para entender como os ativos digitais serão daqui para a frente, é necessário compreender o que é ESG e quais mudanças ele causou nesse meio. Esta é a sigla, em inglês, que corresponde a práticas ambientais, sociais e de governança de uma empresa. Os critérios utilizados pelo ESG estão ligados diretamente aos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) estabelecidos pelo Pacto Global, uma iniciativa mundial que envolve diversas entidades internacionais, incluindo a ONU.

Assim, o ESG se propõe a ser uma jornada de transformação do mundo dos negócios, visando à construção de um mundo mais ético, inclusivo e que seja ambientalmente sustentável. Como garantir a qualidade de vida para todos é o seu principal objetivo, ele depende da habilidade de empreendedores em desenvolverem e implementarem práticas e estratégias de negócios que conciliem transparência, propósito, sustentabilidade e lucro.

ESG e ativos digitais

Assim, várias empresas e mercados buscaram se adequar às pautas ESG para se alinharem ao novo momento que a economia global exige. E um desses mercados é o de criptomoedas, que foi duramente criticado por organizações ambientais, por ser um dos grandes “vilões da natureza” atualmente.

A questão é que boa parte das criptomoedas, como o BTC (Bitcoin ), demandam alto gasto de energia para serem produzidas — inclusive, em alguns casos, superando países industrializados. Essa energia costuma ser produzida utilizando combustíveis que poluem o Meio Ambiente, como o carvão mineral. Além disso, há a questão de que companhias que são referência no mercado financeiro, como a JPMorgan, não abordam os impactos negativos dos criptoativos no clima, de forma que muitas pessoas nem mesmo estão cientes desse cenário.

Por causa disso, e pelo enorme potencial financeiro que o mercado de ativos digitais possui, diversos veículos de investimento e setores se esforçam para adaptar os seus negócios à nova agenda global. Um bom exemplo percebido foi feito pela ETH (Ethereum), que se esforçou para mudar a forma como funciona. Desde setembro de 2022, ela passou por uma atualização que, segundo os desenvolvedores envolvidos no projeto, foi capaz de reduzir em 99,9% o seu consumo de energia.

Ranking de ativos digitais

Essas mudanças são avaliadas no ESG Benchmark, um ranking que criado pela parceria entre o Instituto de Classificação de Carbono e a plataforma CCData. Esse ranking acompanha 40 ativos digitais, avaliando parâmetros como segurança, descentralização e, claro, impacto climático.

Para o ESG Benchmark, o ETH é o ativo digital mais sustentável do mundo depois que mudou o sistema utilizado para a mineração da criptomoeda, optando por uma alternativa ambientalmente mais correta. A SOL (Solana), outra criptomoeda, também faz um processamento semelhante ao Ethereum.

Ocupando as duas primeiras posições do ranking, ambos os ativos passaram por uma boa valorização em 2023. Entre 1º de janeiro e 1º de setembro deste ano, os ativos digitais valorizaram 35% e 93,39%, respectivamente. Isso mostra que o ESG está se tornando cada vez mais um ponto crítico neste mercado, sendo impulsionado pela maior adoção institucional das empresas e pelo crescimento da demanda por ativos que atendam a esses requisitos.

Contudo, isso não significa que apenas os ativos que se enquadram no ESG serão valorizados, enquanto os mais “poluentes” irão desvalorizar. No mesmo período do recorte acima, houve moedas desse segundo grupo que valorizaram até mais do que o ETH, como o BTC (que valorizou 55%) e o BCH (Bitcoin Cash), avaliado pelo ESG Benchmark como a criptomoeda “menos ESG”, mas que teve um aumento de valor de 113%.

Mesmo assim, a expectativa é que cada vez mais ativos digitais se adequem à nova realidade. O próprio Bitcoin está tomando atitudes em relação ao tema, mudando seu escopo de consumo de energia. Nos próximos anos, esse mercado deve investir ainda mais na implementação de novos mineradores e em melhorias na eficiência energética, diminuindo, assim, os impactos ambientais.

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Redação LUB Portal

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